A cada 10 aves retiradas da natureza,

somente uma sobrevive

Após serem reabilitadas no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres no parque Tietê em São Paulo, cerca de 70 aves foram trazidas do CRAS-Parque Ecológico do Tietê (CRAS-PET), para Área de Soltura e Monitoramento de Fauna, no Sítio Jacu, que é também um Centro Ecológico de Proteção Ambiental (CEEPAM), em Caraguatatuba.

 A bióloga Yanna Dias, mestra em conservação da fauna, nos conta que o tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilícita do mundo e só o Brasil movimenta mais de um bilhão de reais, todos os anos. As aves são o principal alvo

 A cada 10 aves retiradas da natureza, somente uma sobrevive, isso significa que quando soltamos essas 70 aves, é provável que 630 morreram durante o tráfico e comércio ilegal.

 É emocionante assistir a libertação das aves, e ao mesmo tempo é inacreditável que ainda hoje, o ser humano seja capaz de aprisionar um passarinho a vida inteira numa gaiola.

 A boa notícia é que a cada dia, mais pessoas voluntariamente entregam pássaros a polícia ambiental ou centro de reabilitação de sua região, para que eles possam ser reabilitados e posteriormente soltos.

 Nesta área preparada e habilitada para a realização da soltura, a mata nativa é protegida há mais de 30 anos. Além dos comedouros, diversas árvores frutíferas foram plantadas para garantir a alimentação e adaptação das aves.

 São aves de beleza rara e cantos magníficos que atraem observadores de aves do mundo inteiro para visitar o litoral norte.                               

 Nesta soltura, diversos trinca-ferros, saís, sabiás, azulões, tiês, entre outras espécies estão, a partir de hoje, livres e voltando para o lugar de onde nunca deveriam ter saído: A Natureza!

 

Algumas  informações adicionais

Soltura de Aves no CEEPAM – Sítio do Jacu, 08/10/2020 (informações adicionais)

 A bióloga Yanna Dias, mestra em conservação da fauna, representando a entidade Ilá- Área de Soltura e monitoramento de Fauna, foi quem coordenou este projeto. Ela nos conta que o tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilícita do mundo e só o Brasil movimenta mais de um bilhão de reais, todos os anos. As aves são o principal alvo.

Os passarinhos canoros são os que mais sofrem com o tráfico. Quando não é pela exuberante beleza, ou maravilhoso canto, eles são aprisionados para brigar em competições, como o canarinho-da-terra e o trinca-ferro, chamado de pixarro. Em segundo lugar, vem o grupo dos psitacídeos (periquitos, papagaios e araras), que são alvo pela sua beleza e inteligência. 

Toda espécie tem um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas e devido ao tráfico, muitas espécies correm risco de extinção. Por isso, é muito importante a reabilitação de aves que estão presas em gaiolas e a sua soltura.

Quando apreendidas, essas aves são levadas aos Centros de triagens (CETAS) ou Centros de reabilitação de animais silvestres (CRAS) e de lá são destinados. Quando estão aptos a voltarem para a natureza, são encaminhados para áreas de soltura, como a nossa.

 

Sobre o Sítio do Jacu – CEEPAM

 O Sítio do Jacu foi estabelecido por Bernard e Conceição Leduc em 1990, em meio a mata atlântica na praia Tabatinga, município de Caraguatatuba no litoral norte do estado de São Paulo.

Apaixonados pela natureza, o casal estabeleceu uma RPPN (reserva particular do patrimônio natural) e um Centro Educacional e Ecológico de Proteção Ambiental (CEEPAM) para preservar a biodiversidade, evitar o desmatamento e a caça, além de realizar atividades educacionais junto à comunidade. Atualmente, os filhos e netos do casal dão continuidade ao legado criado  por Bernard e Conceição Leduc.

O Sítio do Jacu foi cadastrado para soltura de aves junto a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, pelo projeto plano de voo, da Save Brasil e está em parceria com a entidade Ilá, sendo a primeira área de Caraguatatuba habilitada para esta finalidade.

Que sejamos um incentivo para mais trabalhos, como este. Milhares de animais chegam ao Cetas e Cras todos os meses e precisam de destinação, para serem integrados à natureza novamente.

 

Maiores informações: (Cel e WhatsApp)

Eduardo Leduc – 11 9 8986 5265

Jean Roberto Leduc – 12 9 9230 0744

Yanna Dias  – 11 9 8938 9149

 

Cesar Jumana

 

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