***   Massacre em Manaus nos leva a reflexão   /   Trinta presos degolados, 184 detentos fugitivos e apenas 56 capturados. Este é o saldo provisório do massacre ocorrido em Manaus no segundo dia deste novo ano. Muita teatralização está ocorrendo por parte de nossas autoridades, mas nada, efetivamente, que resolva o problema. Michel Temer (PMDB) só se pronunciou depois que o Papa emitiu seu pesar e suas medidas propostas irão resolver apenas 0,4% do problema, ou seja nada. Pior, chamou o massacre de "acidente pavoroso", numa clara demonstração que se trata de problema de menor importância. Também é certo que a responsabilidade não é sua e sim dos governadores de cada estado. Se você tratar mal um cachorro, com certeza ele será um cão bravo e agressivo e com o ser humano não é diferente. O tratamento dado aos detentos no Brasil é o mesmo, se não pior que o dado nas antigas masmorras. O que podemos esperar de nossos detentos, que sejam pessoas recuperadas? Não estou aqui defendendo hipocritamente os presos. Cometeu um crime deve pagar por seu ato, de forma a perder sua liberdade, mas deve ser tratado com respeito, deve trabalhar para pagar por seu sustento e ter as condições mínimas de se reintegrar a sociedade. Nada de sair em datas comemorativas ou receber visitas íntimas. Muito menos sua família receber ajuda do estado. Digo hipocritamente porque nossa sociedade é por essência hipócrita, se não vejamos. Ela está pouco se lixando pela forma como os presos são tratados. Querem se ver livre do bandido sem se preocupar com as consequências. Quer outro exemplo? Empresas que por sua atividade, como a Petrobras, são portadoras de um imenso passivo ambiental, financiam ações em eventos do meio ambiente e passam a ser bem vistas pela comunidade, a qual ignora os danos que ela causa diariamente. Isso é hipocrisia. Por que me atenho a hipocrisia? Sem fazer apologia as drogas que todos sabemos é danosa a sociedade, mas a verdade é que o cigarro e o álcool são mais danosos e no entanto são aceitos. Proibir o consumo de álcool ninguém propõe, pois essa ação já foi tentada pelos americanos e fracassou.A chamada "lei seca". Aproximadamente dois terços de nossos presídios são ocupados por pessoas com ligação ao tráfico de drogas.  Só em São Paulo, pelo menos três novas condenações são efetivadas pelo judiciário diariamente, o que representa em um ano mais mil novos condenados a cumprir pena. Não há investimento que suporte esse aumento de presos. Em minha infância o crime organizado era comandado pelos chamados bicheiros. Legalizaram o jogo, o estado assumiu o seu controle e hoje as loterias geram empregos, geram receita ao estado e o chamado bicheiro, se existe, passou a ser peixe pequeno no mundo do crime.  Só se acaba com o tráfego acabando com seu lucro. Você já viu bandido tentando vender cigarro ou álcool na porta da escola para seu filho? Recentemente a Globo News apresentou uma excelente reportagem mostrando o segmento de mercado em franco desenvolvimento nos Estados Unidos gerado pela produção e consumo da maconha e seus insumos. No Brasil só agora autorizaram sua importação para fins medicinais. Acredito que já é hora de deixarmos a hipocrisia de lado e discutirmos sem preconceito a legalização das drogas e sua comercialização pelo estado. Vejam bem, disse legalização e não liberação! Cesar Jumana

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